quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Delírio viciante!


Hoje lembrei você.
Senti o calor do sol e lembrei o calor dos teus braços.
Ouvi um pássaro cantar e lembrei a tua voz doce e suave.
Senti o cheiro de uma rosa que acabara de se abrir no jardim e lembrei o teu perfume incrivelmente avassalador ao meu olfato.
À noite olhei para o céu, vi inúmeras estrelas, mas duas se destacavam pela intensidade do brilho, logo lembrei teus olhos a me fitar.
Também lembrei a delicadeza do teu toque, a firmeza de tuas mãos, a maciez do teu abraço, o “Oh my God!” sussurrado em meu ouvido.

...

Embora ainda não te tenha nos braços, espero poder lembrar eternamente dos poucos, mais inesquecíveis, momentos que passamos juntos.

O Mais-que-perfeito (Vinicius de Moraes)

Ah, quem me dera ir-me
Contigo agora
Para um horizonte firme
(Comum, embora...)
Ah, quem me dera ir-me!

Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que não presumes...
Ah, quem me dera amar-te!

Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais: cuidado...
Ah, quem me dera ver-te!

Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te
Morar-te até morrer-te...


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Inevitável prazer!



Foi algo tão bom que a cada momento que fecho os olhos recordo de cada minuto, do cheiro bom, da aceleração do coração, do tremor corporal, do olhar, do sorriso...

Mágico, inesquecível, maravilhoso... É até difícil achar um único adjetivo para tão grandiosa emoção.

Mas algo é certo, sentimentos, até então inexistentes, estão tomando forma...



No seu corpo é que eu encontro
Depois do amor o descanso
E essa paz infinita
No seu corpo minhas mãos
Se deslizam e se firmam
Numa curva mais bonita

No seu corpo meu momento é mais perfeito
E eu sinto no seu peito o meu coração bater
E no meio desse abraço é que eu me amasso
E me entrego pra você

E continua a viagem
No meio dessa paisagem onde tudo me fascina
E me deixo ser levado
Por um caminho encantado
Que a natureza me ensina

E embora eu já conheça bem os seus caminhos
Me envolvo e sou tragado pelos seus carinhos
E só me encontro se me perco no seu corpo

(Seu corpo - Roberto Carlos)




sábado, 3 de janeiro de 2009


É impressionante como a vida dá voltas e sempre para num ponto para nos deixar mais felizes.
Agora eu sei que o sofrimento é passageiro, pode ser demorado, árduo, mas sempre é passageiro.
Há dois meses atrás eu estava escrevendo sobre a tristeza, sobre o quão alguém pode sofrer por um amor não correspondido, sobre desilusões, desapontamentos e sofrimento. Momento desagradável aquele.
Hoje estou totalmente aliviado, sem cargas negativas, nem consternações. Já disseram que estou até melhor =]
É, já dizia o ditado: depois das procelas sempre vem a bonança.
Conheci pessoas novas, incríveis por sinal, fiz novas amizades; até parece que o céu é mais azul quando se está feliz. Tudo é mais bonito e mais especial.
Espero continuar assim por muito tempo. Cansei de sofrer. Agora quero viver intensamente e ser feliz constantemente.


P.S.: Dedico esse post à Líh e Buba que me curtiram e me aguentaram nos momentos tristes em que meu coração apertava de tanto pesar. Em especial à Líh que passou pelo mesmo, no mesmo momento!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009!

E finalmente chegou 2009!
Ano bastante esperado por muitas pessoas, pessoas essas que anseiam por novas realizações, pessoas que já estavam cansadas e esgotadas de longos 12 meses.
Merece nossa devoção a pessoa que cortou o tempo em meses, em anos. Essa ação faz com que nossas esperanças se renovem, nossas baterias sejam recarregadas e pensemos em novos planos e metas para a nova jornada.
Pensando nos acontecimentos do ano antecessor, vemos o que fizemos de errado e tentamos corrigir. Tentamos aprimorar nossas qualidades e combater nossos defeitos e fraquezas. Mas nem todas as pessoas pensam assim, muitas acham que está começando só mais um ano, só mais 12 meses de insatisfações. E esse é o grande mal de algumas pessoas sem esperança e apáticas ao positivismo. Temos sempre que pensar positivo e acreditar que a vida melhorará. Coisas boas estão por vir, basta querermos e sermos mais abertos a mudanças e novas experiências.
Esperança: palavra forte e entusiasta que nos faz acreditar e pensar em um potencial deliberado.
Não te acanhas 2009, vem com força e leva nossas vidas ao ápice do contentamento.
Aguardamos teu trajeto com expectativas precisas e irrefragáveis.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Final Alternativo-O pesadelo em uma noite de sonhos.(Killin' Her!)















Meia noite.

Gritos de comemoração, fogos de artifício explodiam no céu, música alta e muita alegria tomavam conta, não só na redondeza, mas também em grande parte do mundo.
- Feliz ano novo amiga! Tudo de bom pra nós duas. Muita paz, saúde, felicidades, dinheiro e um amor, né?!
- É isso mesmo Lá. Tudo de bom pra nós. Que esse ano que está começando seja especialíssimo pra nós e pra quem amamos.
- Um brinde ao novo ano e a nossa felicidade.
As duas ergueram as taças, brindaram e abraçaram-se.
Depois do brinde o telefone tocou. Era o pai de Laís.
- Lá, é pra você. Seu pai. – Paula passou o telefone para a amiga com cara de espanto.
- Oi pai! – Laís desejou um feliz ano novo para o pai e perguntou se havia acontecido algo com sua mãe.
Ele respondeu negativamente e passou o telefone para a mãe dela.
Laís fez sinal pra Paula dizendo que estava tudo bem. A amiga se sentou no sofá e respirou aliviada.
- Oi mãe! Feliz ano novo, tudo de bom, felicidades, saúde... Esse vai ser um ano ótimo pra todos nós. E logo logo a senhora vai estar totalmente recuperada, até saindo pra balada comigo e Paula. – As duas riram. A mãe de Laís desejou o mesmo para a filha.
- Laís, sabe o sonho que a Paula tem tido comigo?
- Ela já falou isso pra você também mãe? Não liga pra ela, isso é uma preocupação boba. A senhora não está bem? Isso é o que importa, certo?!
- Laís me escute! Eu já estou melhor sim, mas o que eu quero lhe falar é que o seu pai tem tido as mesmas premonições, só que não são comigo, e sim com você.
- Eu estou ótima mãe, não se preocupe!
- Eu sei filha, mas já que seu pai insistiu em ligar pra você, eu só estou repetindo o que ele está falando aqui, pra você tomar cuidado e...

Nesse momento o telefone caiu da mão de Laís, uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto e, como uma fruta cai da árvore, Laís caiu no chão. Sem vida.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O pesadelo em uma noite de sonhos.

O relógio batia onze horas.

Faltava uma hora para o ano acabar e Laís ainda estava começando a se arrumar para a grande virada.
- Paula, me ajuda aqui a escolher o vestido! – disse Laís nervosa com a falta de tempo e a imensidade de coisas que ainda tinha que fazer antes da meia-noite.
- Num dá Laís. Ainda tenho que escolher o meu também.
A correria estava grande naquele apartamento, apesar de só estarem as duas amigas nele.
Do banheiro Paula pergunta:
- Laís, você foi hoje falar com sua mãe?
- Não! Por quê? Passei o dia inteiro no escritório. Não deu tempo. Ela piorou? – respondeu Laís com cara de espanto.
- Acho que não. Mas estou com uma impressão estranha. Como se alguma coisa ruim fosse acontecer.
- Nossa! Vira essa boca pra lá. Hoje eu só quero diversão. E além do mais, mamãe deu uma melhorada, não foi?!
- Ih, não sei! Mas eu não sou médica pra dar diagnóstico, né?!
- Ah, isso é verdade. – Laís respondeu sorrindo e com dois vestidos na mão.
O quarto estava uma bagunça. Caixas de sapato espalhadas pelo chão, roupas e jóias jogadas por toda a cama. E Laís enrolada numa toalha entre toda aquela bagunça.
Paula saiu do banheiro e quando chegou ao quarto abriu a boca espantada.
- O que aconteceu aqui? Antes de entrar no banho o quarto estava em ordens e agora parece que um tornado passou por aqui. Laís, você ainda não escolheu o vestido?
- Acho que vou vestir este verde. O que você acha?
- É, ele é bonitinho. – respondeu Paula saindo do quarto da amiga e indo em direção ao seu.
- Bonitinho?! – Laís gritou – É só isso que você diz?
- É lindo Laís! Tá bom assim, sua histérica?!
As duas riram e Laís voltou a virar o guarda-roupa de cabeça pra baixo a procura de outras coisas que não se encontravam no chão ou em cima da cama.
- Paula, e mamãe? Agora tô pensando nela. Ela está bem, não está? Já até levantou da cama hoje, não foi?!
- Sim, sim. Ela está melhor e já levantou da cama mesmo. Isso é a prova da melhora, certo?!
- Que bom! – respondeu Laís mais aliviada.
Paula chegou pronta, vestida, penteada e maquiada, no quarto de Laís. E a amiga ainda nem o vestido tinha colocado.
-Laís, eu já tô pronta e você nem o vestido colocou ainda! – bradou Paula.
- Calma amiga – falou Laís - você sabe que eu demoro muito pra me vestir.
Paula afastou umas coisas de cima da cama, se sentou e ficou esperando a amiga se vestir, apressando-a. Em cima do criado-mudo havia um porta-retratos com a foto de Laís e sua mãe.
- Laís, você ainda vai à casa da sua mãe hoje?
- Não, só amanhã. Vou ficar por aqui mesmo. – respondeu Laís calçando as sandálias – você acha que mamãe está realmente melhor?
- Às vezes acho que sim, às vezes acho que não. Mas se hoje ela até já levantou da cama, acho que ela esteja melhor sim! – respondeu Paula pegando o porta-retratos.
- É isso mesmo! Temos sempre que pensar positivo, ser otimistas até o fim.
- Você sabe que eu considero sua mãe como se fosse minha segunda mãe, mas ainda estou com um sentimento ruim.
- Aff..., vamos esquecer isso. Não vai acontecer nada com mamãe. Ela está melhor e deixa eu acabar de me arrumar porque já vai dar meia-noite.

O relógio bateu onze e meia.

Tudo estava bastante agitado. Já se ouviam alguns fogos de artifício. Havia muita gente na rua indo em direção a praia, muita movimentação, muita expectativa, muita festa.
-Laís, liga pra sua mãe!
-Por que Paula? Já liguei pra ela hoje pela manhã.
-Não sei. Mas liga. Agora!
Nervosa Laís pegou o telefone e discou o número da casa de sua mãe.

Onze e quarenta e cinco.

A multidão aumentava drasticamente.
- Pronto, já liguei! Tá tudo bem, ela só está um pouco cansada.
- Acho que isso não é um bom sinal! – exclamou Paula apreensiva.
- E o que você entende de medicina e de recuperação pós-trauma, Paula? – gritou Laís, que já estava ficando mais nervosa com a conversa da amiga.
- Não entendo nada, mas ainda estou com um pressentimento ruim.
- Ai Paula, cala a boca e me ajuda aqui com esses brincos, porque já estamos atrasadas pra encontrar com o pessoal na casa do Rô.
- Eu só vou pra casa dele quando virar o ano – respondeu Paula levantando da cama e ajudando a amiga com os brincos e o cabelo.
...
- Paula, esse tipo de premonição que você está sentindo é sobre o que, realmente?
- Não sei bem, mas é algo relacionado com a sua mãe. E não é bom. Pra falar a verdade eu sonhei com ela morrendo.
- Você ta me deixando preocupada. – falou Laís paralisada e com a mão na boca.
- Eu também estou ficando muito preocupada.
- Mas mamãe está bem! Só um pouco cansada e isso é o que importa. Vamos pensar no melhor, ela até já se levantou da cama hoje, não foi?!
- É, mas ainda estou com medo e com meu coração apertado.
- Paula, cala a boca! Que insistência nesse assunto. Você quer que eu fique aqui chorando? Poxa, eu só quero me divertir um pouco e esquecer os problemas e todo esse sofrimento. Será que eu não mereço isso, pelo menos só por hoje?

Onze e ciquenta e cinco.

A rua já estava totalmente tomada de gente, que vinha de toda parte. Gente de todos os tipos, raças e crenças, que se uniam em uma grande e única comemoração.
- Paula, cadê você? Faltam só cinco minutos para o ano acabar! Vem logo!
- Tô indo, só um minutinho.
- Traz a champanhe e as taças.
- OK, tô pegando!

Meia-noite.

Gritos de comemoração, fogos de artifício explodiam no céu, música alta e muita alegria tomavam conta, não só nas redondezas, mas também no mundo inteiro.
- Feliz ano novo amiga! Tudo de bom pra nós duas. Muita paz, saúde, felicidades, dinheiro e um amor, né?!
- É isso mesmo, Lá. Tudo de bom pra nós. Que esse ano que está começando seja especialíssimo pra nós e pra quem amamos.
- Um brinde ao novo ano e a nossa felicidade.
As duas ergueram as taças, brindaram e abraçaram-se.
Depois do brinde o telefone tocou. Era o pai de Laís...

O que Paula tanto temia e sonhara, acabara de se realizar...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Em busca dos Silfos!!

Quem nunca parou para apreciar a beleza do céu e passou horas contemplando as formas engraçadas das nuvens?
Quem, que quando está olhando as nuvens, nunca pensou em algum desenho ou alguma coisa e o formato apareceu no céu?
É..., São os silfos mostrando-nos do que são capazes, tentando, da forma mais pura e verdadeira, nos desconectar da correria do mundo atual, brincando com as formas das nuvens, num esforço sobre-humano de nos chamar a atenção. Mas com tanta coisa acontecendo ao nosso redor, tantas mudanças, tantas descobertas, tanta tecnologia, tantos afazeres; privamos-nos cada vez mais de apreciar as coisas simples da vida, coisas essas que podem nos dar um prazer fora do comum e inigualável.
Há quanto tempo não paramos para apreciar um passarinho cantando, a chuva caindo, o vendo balançando as folhas de uma árvore?
Queria voltar no tempo e estacionar no momento em que a inocência ainda era palpável; quando pensava que todo o mundo era feliz, porque simplesmente eu era; quando caminhava pela praia pensando só na areia entre meus dedos dos pés e na concha mais bonita que poderia encontrar, sem preocupar-me com a erosão, com a contaminação e com o aquecimento global; quando pensava que os doces eram melhores que o dinheiro, pois se podem comer; quando pensava que todas as pessoas eram honestas e boas; quando passava minhas tardes subindo em árvores e andando de bicicleta, sem a preocupação de que me sequestrem; quando pintava com aquarelas e era extasiado de elogios; quando pensava que tudo era possível.
Mas o tempo passou e cresci. Aprendi sobre armas nucleares, guerras, preconceito, fome, mentiras, matrimônios infelizes, sofrimento, enfermidades, dor e morte.
E o que aconteceu com aquele tempo em que pensava que todo o mundo viveria para sempre porque não entendia o conceito da morte?
Ah..., quero viver simplesmente novamente, quero regressar aos tempos em que a vida era simples.

“Quiero alejarme de las complejidades de la vida y emocionarme nuevamente con las pequeñas cosas una vez más.”

Por que não prestamos atenção um pouco mais nas tentativas, quase frustradas, dos silfos e damos mais valor ao amor e as coisas simples e verdadeiramente boas da vida?
Ainda há uma chance de mudança e a esperança ainda queima nos corações desesperados dos que sonham com um mundo melhor.

Reflitemos!